19.3.11

Sem Palavras...


http://www.youtube.com/watch?v=5tw2jft6e14

22.12.10

Não há como ler jornais velhos para se estar actualizado...

"Portugal não pode continuar nesta estagnação, nesta miséria de espírito. Ou nos educamos, ou seremos dentro em pouco um povo morto. A selecção natural não espera, age. Ou aperfeiçoa, ou elimina.
A nossa organização nacional é mentirosa, sem estabilidade, encobrindo um parasitismo desenfreado e inquietante. O mal nacional está aí à vista. Somos um povo intelectualmente atrasado um século, economicamente falido, moral e civicamente por educar, em que o sentimento de pátria e de vida nacional não se sobrepõe aos sentimentos de interesse individual (...)Por esses liceus fora e até pelos cursos superiores não se aprende, decora-se. O aluno não assimila, repete automaticamente, assimila apenas o invólucro verbal das ideias. Não adquire conhecimentos, mas a forma externa dos conhecimentos. A educação concebida e realizada neste espírito está a ser mais perigosa do que útil (...)Os partidos devoram a alma portuguesa. A ficção constitucional, existindo à custa da nossa ignorância e do nosso indolente desmazelo, recebe a força desse binário socialmente pelintra que é o nosso rotativismo político (...)
A inteligência era (em Portugal) um capital inútil, o único capital produtivo era a falta de vergonha e de escrúpulos. O sentido da vida era fúnebre, arrastado por um mau destino, para a falência em que nos afundamos definitivamente.(...) Neste mar de lama está em perigo de perecer, sem brio e sem vergonha, todo um povo que foi grande e forte.(...)O mal da minha terra não é a demagogia, é a inépcia (...) Em Portugal não há demagogia, falta-nos fanatismo cívico para isso. Em Portugal o que há é uma inverosímil colecção de idiotas. A demagogia é um mal que pode ser combatido, a imbecilidade essa é que é um inimigo invencível.
Desmanchar ilusões é reduzir o coeficiente de felicidade e diminuir a possibilidade de chegar à terra prometida. O homem só adquire a verdade à custa de uma desilusão(...)"


Manuel Laranjeira, 1908

Joel Costa, Questões de Moral

13.11.10

Princess on the Porch

I searched for you but you were nowhere to be found
A coastal state and all I stood on was frozen ground
And now I found you, it's been three months to the day
Oh and baby it's so good to see you, how I missed your face

The bedroom light was on as you waltzed off thru the hall
My hands were shaking, it was like I never knew you at all
You move so slowly, with such eloquence and grace
Oh baby it's so good to see you, how I missed your face

Princess on the porch as I waited for the flood
Gave you all the love I could, I gave you all that I should
And now you tell me you are dying to be free
Oh baby it's so good to see you, why'd you have to leave?

I walked out to my car, in my pocket that's where I found the key
I turned around to see you staring right back at me
That's when I realized how you are and how we'll never be
Because baby, it's not you I was searching for, it's only me
Oh baby, it's not you I was searching for, it's only me


The Smooth Sounds of Josh Rouse


http://listen.grooveshark.com/#/album/Smooth+Sounds+of+Josh+Rouse+disc+2+Rarities+/146662

30.3.10

A Édouard Manet

"As ilusões - dizia-me o meu amigo - são talvez tão numerosas como as relações dos homens entre si, ou dos homens com as coisas. E quando a ilusão desaparece, quer dizer, quando vemos o ser ou o facto, tal como existe fora de nós, exprimentamos um sentimento bizarro, complicado em parte pela mágoa do fantasma desaparecido, em parte pela surpresa agradável diante da novidade, diante do facto real."

Le Spleen de Paris, Charles Baudelaire

14.3.10

Monstrinha

Estória do Gato e da Lua



http://www.youtube.com/watch?v=zEzIPsKwTlw&feature=related

Pedro Serrazina, 1995

9.1.10

Sea

Ya estoy en la mitad de esta carretera,
tantas encrucijadas quedan detrás.
Ya está en el aire girando mi moneda,
y que sea lo que
sea

Todos los altibajos de la marea,
todos los sarampiones que ya pasé.
Yo llevo tu sonrisa como bandera,
y que sea lo que
sea
Jorge Drexler, Sea

www.youtube.com/watch?v=27Pjh-SQpks&feature=related

17.10.09

Road to Nowhere


Praia do Carvalhal, Outubro de 09

29.8.09

Bandeira Branca


Aldeias de Xisto, Serra da Lousã, Agosto 2009

28.6.09

Onde vemos as marcas dos Tempos


Cabo Espichel, Maio de 2008

4.4.09

Clima Açoreano

Ilha do Pico, Agosto 2008

15.12.08

The Raw Material of Photography


In some ways, photographers resemble musicians more than painters, sculptors, and other visual artists. This is because photographers, like musicians, are more interested in the manipulation of energy than that of matter.
Photography begins the moment light is emitted from a source. She is the manipulation of light. Whether the manipulations are physical, chemical, electrical, or electronic, they are all motivated by the same mission and guide by the same understanding of how light behaves.
The three most important qualities of any light source are its brightness, color and contrast. But the subject, not just the light, has a major influence on lighting. He can transmit, absorb,or reflect the light that strikes it.
Of the three ways the subject can affect the lighting, reflection is the most visible.
Light Science & Magic, an introduction to Photographic Lighting

19.10.08

Tartaruguinha de Cabo Verde

Ilha do Sal, Agosto 08

8.9.08

Os portugueses, europeus?

- Hoje sente-se indiano?
- Não, indiano não, mas às vezes sinto-me goês...
- E português?
- Isso já não sei. O que é um português?
A pergunta apanhou-me desprevenido. Hesitei:
-Bem, antes de mais, suponho, um europeu...
- Os portugueses, europeus?- Riu-se com mansidão.- Nunca foram. Não o eram antes e não o são hoje. Quando conseguirem que Portugal se transforme sinceramente numa nação europeia o país deixará de existir. Repare: os portugueses construíram a sua identidade por oposição à Europa, ao Reino de Castela, e como estavam encurralados lançaram-se ao mar e vieram ter aqui, fundaram o Brasil, colonizaram África. Ou seja, escolheram não ser europeus.
José Eduardo Agualusa, Um Estranho em Goa

2.9.08

Viajes

Los viajes son una metáfora, una réplica terrenal del único viaje que de verdade importa: el viaje interior. El viajero peregrino se dirige, más allá del último horizonte, hacia una meta que ya está presente en lo más íntimo de su ser, aunque aún siga oculta a su mirada. Se trata de descobrir esa meta, que equivale a descobrir-se a sí mismo; no se trata de conocer al outro.
Javier Moro

17.8.08

Homens dotados de força

Só os homens dotados de força conhecem o amor, só o amor apreende a beleza e só a beleza dá forma à arte. O amor que os fracos nutrem uns pelos outros manifestar-se-á sempre numa ânsia mesquinha de voluptuosidade. O amor do fraco para com o forte é humildade e temor. O do forte pelo fraco é compaixão e indulgência. Só o amor do forte pelo forte é de facto amor, porque é entrega livre de nós mesmos a alguém que não pode oprimir-nos.

Richard Wagner, A Arte e a Revolução, 1849

25.7.08

Kings of Convenience

I'd rather dance with you than talk with you
So why don't we just move into the other room
There's space for us to shake, and hey, I like this tune
Even if I could hear what you said
I doubt my reply would be interesting for you to hear
Because I haven't read a single book all year
And the only film I saw, I didn't like it at all

I'd rather dance, I'd rather dance than talk with you

The music's too loud and the noise from the crowd
Increases the chance of misinterpretation
So let your hips do the talking



http://br.youtube.com/watch?v=2iDNMUtw_CQ

31.5.08

Nothing Really Ends

The plan it wasn't much of a plan
I just started walking
I had enough of this old town
Had nothing else to do

It was one of those nights
you wonder how nobody died
we started talking
You didn't come here to have fun
You said: "well I just came for you"

Do you still love me?
Do you feel the same
Do I have a chance
Of doing that old dance
With someone I've been
Pushing away
And touch we touched the soul
The very soul, the soul of what we were then
With the old schemes of shattered dreams
Lying on the floor

You looked at me
No more than sympathy
My lies you have heard them
My stories you have laughed with
My clothes you have torn
(...)
Don't say goodbye
Let accusations fly
Like in that movie
You know the one where Martin Sheen
Waves his arm to the girl on the street

I once told a friend
That nothing really ends
No one can prove it
So I'm asking you now
Could it possibly be

That you still love me?
Do you feel the same
Do I have a chance
Of doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again

I'd take it all from you

dEUS, No More Loud Music

14.5.08

Different Directions

Cabo Espichel, Maio 2008

10.5.08

O Exame

"Foi de propósito que Ibn Sina trouxe Mirdin para ser examinado em primeiro lugar, para preparar o palco e porque Jesse ben Benjamin era diferente dos estudantes a que estas autoridades estavam habituadas, com qualidades que não podiam ser reveladas num exame académico. Ele cobrira, prodigiosamente, a matéria em três anos, mas a sua cultura não era tão profunda como a de Mirdin.(...)
Ibn Sabur pediu ao candidato para fazer uma distinção entre varíola e sarampo.(...)
- E se tiveres de tratar um joelho fracturado? perguntou al-Juzjani.
- Se a perna estiver direita deve ser imobilizada ligando-a entre duas talas rígidas. Se estiver dobrada, Hakim Jalal-ul-Din descobriu uma forma de tala que serve bem para um joelho assim como para um cotovelo fracturado ou deslocado.- Havia papel, tinta e uma pena junto do visitante de Bagdade, e o candidato deslocou-se em direcção a estes materiais.- Posso desenhar um menbro para que se possa ver a colocação da tala.-disse ele.
Ibn Sina estava horrorizado. Embora o Dhimmi fosse europeu, devia decerto saber que quem fizesse um desenho de uma forma humana, inteira ou em parte, arderia no mais quente dos fogos do inferno. Era pecado e transgressão para um mulçulmano rigoroso até mesmo olhar para o desenho. Dada a presença do mullah e do Imã, o artista que troçava de Deus e que corrompia a moralidade deles ao recear o homem seria presente a um tribunal islâmico e nunca receberia o título de hakim.
Os examinadores sentados reflectiam uma variedade de emoções. O rosto de al-Juzjani indicava uma vasta decepção, um pequeno sorriso tremia na boca de Ibn Sina, o Imã estava perturbado, o mullah zangado.
A pena voava entre o tinteiro e o papel. Produziu um ruído a arranhar e depois era tarde demais, o desenho estava feito. Rob entregou-o a Ibn Sabur e o homem de Bagdade estudou-o, deixando transparecer a sua descrença. Quando o passou a al-Juzjani, o cirugião não pôde evitar um sorriso.
Pareceu levar muito tempo a chegar a Ibn Sina, mas quando o papel chegou, ele viu que o menbro desenhado era... um ramo de árvore! O ramo curvado de um damasqueiro, sem dúvida, pois era a folha que estava desenhada. Uma rogosidade em forma de nó tomava o lugar da articulação do joelho ferida, e as extremidades da tala mostravam-se ligadas nitidamente por cima e por baixo do nó.
Não houve perguntas relativamente à tala.
Ibn Sina olhou Jesse, tomando cuidado para esconder tanto o seu alívio como seu afecto. Divertia-se bastante a observar o rosto do visitante de Bagdade. Recompondo-se, começou a fazer ao seu aluno a mais intrigante pergunta de filosofia que podia formular, seguro de que o maristan de Ispahan podia dar-se ao luxo de se exibir um pouco mais."

"O Físico" de Noah Gordon.

1.5.08

O meu Cantinho no Mundo


Praia do Amado, Costa Vicentina
Sagres, Abril de 2008